*Marc Hendrickx é autor do livro Muziek Mens Mythe
Marc Hendrickx é autor de um dos livros mais completos sobre Elvis - Elvis A Presley - Musique et vie o d´un Mythe (Muziek Mens Mythe). Infelizmente para o resto do mundo, este livro foi publicado somente em holandês e francês. Seu segundo livro sobre Elvis, o qual escreveu juntamente com Connie Kirchberg, trata das vidas do presidente Nixon e de Elvis, e como ambos viveram o "sonho americano". Este livro se encontra em Inglês.
Você pode falar um pouco sobre você?
Há alguns anos eu venho trabalhando no ramo de livros, fazendo todo tipo de trabalho: produção, trabalhando com autores, desenhistas, publicitários, etc. Em conseqüência, eu fiz todos os tipos de publicações, de gibis à literatura e a poesia.
Pode você dizer-nos algo sobre o Marc fã ?
Bem, eu nasci no dia em que os Beatles chegaram aos Estados Unidos pela primeira vez em 1964, o que já deve ter sido um sinal de sorte. Os dois primeiros singles que eu possuí de Elvis foram o "Suspicious Minds" e "Don´t Cry Daddy", com os quais minha família teve que escutar por semanas. Já com dez anos de idade, comecei a comprar meus próprios LP´s, e outra vez, Elvis era o meu preferido. Como não tinha conhecimento de todas as suas canções, e se os discos eram atuais, quando ia comprar os discos, pedia para o atendente, tocar canção por canção para eu definir qual LP levar daquela vez.
Somente no final da carreira de Elvis, que eu pude comprar LP´s que estavam fazendo sucesso no momento real, que foi o caso de "Moddy Blue". Infelizmente logo Elvis morreu...Quando eu ouvi a notícia, estava de férias com minha família, e como fiquei super triste com a notícia, meus pais decidiram ir para casa imediatamente.
Como você se transformou em um escritor sobre Elvis?
Na metade dos anos 80 eu achei estranho que não havia ainda uma biografia decente de Elvis escrito em holandês ou em francês. Sendo ativo no mundo dos livros belgas, eu comecei a procurar um escritor para propor a idéia, mas não pude encontrar qualquer um que pudesse escrever um livro completo, da maneira que eu imaginava que tinha que ser. Assim, combinando meu passatempo com meu trabalho, cheguei a conclusão que a única pessoa capaz de fazer o livro...era eu mesmo.
Trabalhei por seis anos no projeto, dia e noite, viajando por todas as partes do mundo, falando com todo tipo de pessoas. Sem Ter uma editora, eu investi muito no livro, mesmo ao negligenciar o tempo e o trabalho próprio. Eu comprei os direitos das fotos que iria publicar, e enfim, a despesa foi grande. Felizmente quando o livro chegou no mercado em 1994, a versão holandesa e francesa vendeu muito bem.

Capa do livro de Marc.
Você escreveu outros livros depois desse?
Depois de todo o tempo gasto no livro sobre Elvis, eu quis fazer algo diferente e escrevi um livro sobre os direitos dos animais. Depois escrevi sobre os Fawlty Towers (grupo cômico da Inglaterra) e traduzi uma biografia de Keith Richard. Mais recentemente, eu escrevi sobre outra grande figura: Muhammed Ali. Ao mesmo tempo, atualizei o livro sobre Elvis numa nova edição em 1998.
Por que seu livro, que é tão detalhado na biografia de Elvis, nunca foi publicado em inglês?
Quando comecei o projeto sobre o livro, tive em mente somente edições holandesas e francesas, porque estas são as línguas de meu país (Marc é da Bélgica). E conseqüentemente, nunca imaginei que meu livro pudesse ir além países baixos, por isso, não comprei os direitos para publicações em inglês. E isso se revelou um erro grave de minha parte. Quando outras editoras mostraram interesse em publicar o livro em países de língua inglesa, estava virtualmente impossibilitado de fazer negócios, já que teria que negociar novamente ,copyright de fotos, além de que a tradução do livro, com mais de 275 mil palavras, também não ficaria nada barato. E também sempre estou envolvido com outros projetos e não poderia trabalhar novamente no livro por enquanto. Apesar de tudo, há centenas de ofertas de editoras americanas e de repente um dia desses a gente entra em acordo.
Você pode nos falar algo sobre seu livro mais recente sobre "Elvis"?
Este livro surgiu das várias informações que eu possuía sobre Nixon, mas nunca tinha utilizado. Eu comecei no contato com Connie Kirchberg ao escrever o primeiro livro sobre Elvis, e falávamos sobre vários assuntos, e Nixon era um deles. Através de nossas pesquisas, encontramos muitos fatos idênticos nas vidas de Elvis e Nixon. Não somente coisas triviais, como o fato de serem do mesmo signo, de ambos terem perdido um irmão muito cedo, e de serem pobres e se tornados famosos e ricos, mas coisas interessantes, e principalmente o bom exemplo que ambos realizaram o "sonho americano". E assim, mesmo o livro se tratando da vida dos dois, do encontro dos dois na Casa Branca em 1970, tem como pano de fundo, um estudo mais profundo do "sonho americano"
Você usa a Internet como um meio recolher a informação e você tem algum website favorito?
Eu vejo várias coisas na internet, especialmente depois que comecei o livro sobre Muhammed Ali. Ela é uma grande ferramenta, desde que seja usada do jeito correto. Quanto a sites, não tenho favoritos. Sou um pobre escritor, assim passo a maioria do tempo trabalhando em frente à um computador, e quando chego em casa, a última coisa que quero ver, é uma tela de computador, acreditem-me.
Oh sim, antes que me esqueça: um fã do meu trabalho, está montando um site com informações de meus livros, e mais alguns produtos em que tive participação, e creio que ficará muito bom. O endereço é: www.hendricks-books.com
Pode você dizer-nos qual é é sua canção, álbum e filme favorito de Elvis?
Minha canção favorita é "Moody Blue", pois ela me traz recordações pessoais. E pessoalmente eu acho que os últimos trabalhos de Elvis são fabulosos. Os fãs tendem a não gostar muito dessa última fase de Elvis, mas acredite, se perguntarem pra pessoas como Kathy Westmoreland ou Sherill Nielsen, eles vão dizer que vocalmente, Elvis estava no auge quando de sua morte.
Quanto a um álbum, eu escolheria qualquer um entre 1969 a 1971. São canções que Elvis colocou tudo de si nelas, como por exemplo, "The next step is love" e "Stranger in the Crowd". São maravilhosas.
Quanto a filmes, eu poderia escolher "King Creole" como tantos fãs acham ser o melhor. Mas o meu preferido mesmo é "Flaming Star", porque esse filme mostra realmente, Elvis como ator.
Você queria falar alguma coisa em especial para encerrarmos esta entrevista?
Eu quero dizer que tenho muito respeito pelas realizações que Elvis fez, especialmente nos anos 70. Vocalmente ele estava perfeito no últimos anos, mas fisicamente obviamente não estava. Nos anos 50, chamavam ele de o rei do rock´n´roll, e ele abriu as portas para muitos artistas, especialmente os negros. Mas nessa época, ele cantava canções que eram colocadas para ele, enquanto nos anos 70, ele já começou a gravar o que ele apenas gostava, o que ele realmente achava ser bom. E por outras coisas que Elvis fez em seus últimos anos, eu considero, e sou fã mesmo, do Elvis dos anos 70...